sábado, 18 de fevereiro de 2012

Em um consultório de pronto-atendimento psiquiátrico não se deve usar eletroeletrônicos, mas liguei meu Ipod e tocava "Save Yourself", enquanto eu escutava mentalmente o estagiário dizendo ao plantonista: "avalie esta bomba, porque é carnaval e todos querem ver as globais de tapa-sexo." Eu sequer lembrei da data, mas o médico fez questão de falar que certas pessoas esperavam por ela, assim nonsense. 

Não estou falando de salvação, mas - sim sim sim - quero outra pílula verde amarelada para "me tirar do risco", e perceba que o motivo é : estou frequentemente em risco. Eu sobrevivo assim, sou o risco. Enfim, se você não foi contemplado com um sinal de sangue no facebook, radiação nos e-mails ou um telefonema cínico e perturbador de quem nada amou, não ficou sabendo.

O corpo ainda é meu - mesmo que certa parte paranoica discorde - logo, as marcas pertencem ao mesmo. Não me dói se a cada nova cicatriz alguém sente uma tipo de culpa patética e solitária, já pensaram que não faço uma solenidade quando pratico self-harm?! Nunca estive pronta para assumir quaisquer responsabilidades, ainda mais a de apreciação da vida. Não é sobre um sonho adolescente irrealizado, porém a dor e a revolta são tão genuínas quanto. 

Em cada dia em que se puder sentir minha pulsação cardíaca terei de ser controlada por um tipo novo de droga? Gostaria de ter alguma resposta, até porque "a longo prazo" soa como um eufemismo de "será eterno enquanto você durar." e não vejo problema em remédios, pena que não farei jus ao controle chamado de "efeito". 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A taste of you and me.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ansiedade monstrificada e verde, assim eu definiria minha náusea. Num estalar de dedos – ou piscar de olhos – todo um exército de força interna é massacrado. Viver mata muito mais que o câncer.  

domingo, 7 de agosto de 2011

Eu deveria desabafar, mas por forças maiores desaprendi, apelo para qualquer-coisa: amanhã começam as aulas na universidade e blábláblá. Inferno astral, duas palavras que REALMENTE resumem o período pelo qual passo. Saudades e afetos brotam das profundezas dum ser desconhecido, mas não nego : também atende pelo meu atende e jura mil vergonhas graças a ao referido fato. Estou CHATA - extremamente - então, nem eu mesma conigo me suportar ou terminar dignamente um post.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

"So we're gonna die young, 'cause we're tough
And we don't ever need anybody
We might stink, but we're strong
And we don't give a fuck about anyone"

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"todo o final de semana é sempre o fim do mundo."

Confissões. Reencontro inesperado e pré-sentido. Banheiros sujos com álcool e psicotrópicos que jorraram da boca pro esgoto. Bem estar. Músicas que diziam "é, não há o que se viver, além das víceras.", mas os olhos pulsuvam. A requintada surpresa do encontro e de reconhecer o território da tua alma pingando sangue sangue e acúçar. Mágica é meu corpo eterna e intensamente trêmulo, após esta questão tudo é: ARTE.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

quinta-feira.

‎" Se você tem uma vida, pode fazer tudo, inclusive acabar com ela. "

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Aos despreocupados: vou indo. Limitando-me no que chamam de escrita e comprando pele falsa, porque a minha já está muito muito muito muito esfolada, [leia-se: fodida], assim como quis o diabo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

AS-co.




-Fora daqui. 
Eu espero que você saia do meu quarto e tudo volte a ser uma noite eterna de inverno, até porque odeio aqueles malditos pontos no céu que fazem as pessoas fantasiarem e elevarem o pensamento para deus(?)  ou seilá que porra, a astronomia explana com palavras mais coerentes: desde o “nascimento” de um corpo celeste até seus derradeiros anos luz.
Luz, é toda a merda que se pode ver aqui, tudo branco, paz demais. Aquela vontade de ensanguentar as paredes, mas não, minhas plaquetas jamais. Agora ficou melhor, acho que abri uma janela imaginária e tenho um giz-de-cera vermelho para inventar nomes, telefones e escrever vulgaridades, como se fosse um banheiro de podre daqueles em que se tem asco de urinar e se lê todo tipo de barbaridade com celular para possíveis dúvidas a respeito.
Posso rir. Eu fui capaz de preencher a parede toda, escrevi apenas uma palavra e rio descomedidamente, pois está é a minha vida ou um banheiro-de-posto-de-gasolina-quarto-muito-iluminado, com as mãos trêmulas grafei : CAVAR. E não é morbidez, a  gente cava e muito, procurando ouro ou fazendo um buraco para o mundo não nos enxergar, porém é inevitável:CAVAR. 

terça-feira, 22 de março de 2011

Acid velvet.





Infinitamente só. Conversando com o barulho da cidade e rindo, questionando-se a respeito do amor que - todo dia - é mais transfigurado em pérolas, gramas, patas de um cão, nada soube e se atira no mar. Decide engolir o todo porque concedem-lhe resquícios de uma  memória exígua demais para a vida que crê ser incompreensível então vomita, vomita vomita e vomita borboletas quase petrificadas pelo ácido aveludado.



quarta-feira, 16 de março de 2011

Quando deitar é uma ferida.



Ás vezes eu só queria conversar sobre trivialidades com alguém - que não me canse - até sentir sono. Quando acordo, no meio da noite, fico imaginando milhares de diálogos com pessoas que nunca vou conhecer, mas parecem fantásticas. E entendemo-nos em silêncios, expressões faciais, gargalhadas, farsas e principalmente nos surtos - imaginários - onde confessam-me verdades que fui capaz de inventar para que tudo parecesse mais vivo ou pulsante.



segunda-feira, 14 de março de 2011

Felicidade: Silêncio - breves alegrias - Silêncio - esquecimento.

sábado, 5 de março de 2011





Voltei a criar. Aliás, não sei qual nome dar a este processo, então digo "criação", estou tentando [e conseguindo] fazer coisas novas e ruins, como é habitual.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Das coisas que [NÃO] quero em 2011:

"O amor louco é saturado de sua própria estética, enche-se até as bordas com a trajetória de seus próprios gestos, vive pelo relógio dos anjos, não é um destino adequado para comissários ou lojistas. Seu ego evapora-se com a mutabilidade do desejo, seu espírito comunal murcha em contato com o egoísmo da obsessão."

sábado, 1 de janeiro de 2011

Esqueça o sonho, vomite o coração e beba todo o mijo do diabo. Desisti, é. Tudo sempre foi um IMENSO delírio, as pessoas são conscientes, não tem como. Ao menos não no Brasil e com esse incentivo patético a cultura, fodam-se figurões subculturais com suas drogas e mil publicações, devorem o mercado e deflorem os menininhos.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

R.B



"Estou apaixonado? - Sim, pois espero." O outro não espera nunca. Às vezes quero representar aquele que não espera; tento me ocupar em outro lugar, chegar atrasado; mas nesse jogo perco sempre: o que quer que eu faça, acabo sempre sem ter o que fazer, pontual, até mesmo adiantado. A identidade fatal do enamorado não é outra senão: sou aquele que espera."

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

19:00.

Todas as frases que você nunca entendeu ecoam e formam uma melodia caótica dentro da sua pequena – e fútil – cabecinha adolescente. Talvez haja ainda muito para viver, mas tudo que lhe ocorre são as porções diárias de morte, sempre aquele sabor dos pedaços metálicos vistos em delírios. Algumas vezes você acredita que pode – sim, este é o verbo – ter algum sentimento bonito, benéfico e crescente, porém poucas palavras destroem sua falsa ingenuidade, ciclo tímido. Encosta o pé esquerdo na parede e imagina seu coração sendo concretado, seria tão mais simples e indolor.  Não há ninguém capaz de enxergar com seus olhos, então você ouve a música desconcertante da rejeição e tenta esquecer que o fogo pode ser um bom amigo.